Parque Ibiti do Paço

Sobre o Imóvel

Tipo

Terreno

Localização

Av Victor Andrew, 4, Sorocaba, SP

Metragem

1.543 lotes, de 250m² até 520m²

Resumo

Foi o primeiro loteamento fechado de Sorocaba e região. 1543 lotes, a partir de 250m² até 520m². Possui clube, pistas de caminhada, ginásio, lagos.

Ao longo de seus mais de 40 anos, o Ibiti do Paço se tornou uma referência para os residenciais da região. A marca é tão forte que batizou outros loteamentos fechados que reconhecem no nome um sinônimo de qualidade e confiança. O Ibiti não só acompanhou, como foi participante ativo no desenvolvimento da Zona Norte do Sorocaba. Em 1978, quando falava sobre o loteamento que estava prestes a pôr em prática, Fernando Stecca Filho foi chamado de louco. Ninguém iria morar em lugar daquele, longe de tudo. “Diziam que eu tinha que vender gado, plantar alguma coisa, que isso [loteamento] não iria pra frente”, lembra o empresário.

A construtora de sua propriedade, Alavanca, era especializada em obras públicas e passava por uma fase financeira complicada. Para sair daquela situação, a solução escolhida foi a implantação do residencial. Com a assessoria do Guido da Imobiliária Casabranca, a primeira decisão seria a escolha do nome. Na dúvida, foram atrás do padre e historiador Aluísio de Almeida, na época com 74 anos. Sentado em sua cadeira de balanço, o padre questionava sobre as características do local. “Por acaso lá é um lugar alto, tem vento? Pois bem, vamos chamar de Ibiti que em tupi-guarani significa ‘tempos bons, ventos benéficos”, lembra Stecca.
Com um nome fácil e significado interessante, o restante – do Paço – foi acrescentado em referência ao Palácio dos Tropeiros que estava em construção a cerca de sete quilômetros. Segundo o empresário, na década de 80 o Paço Municipal e o Ibiti foram responsáveis pela impossibilidade de emancipação do extinto distrito do Éden (em 1990 os distritos foram extintos por lei municipal). “Para que a separação fosse possível era preciso que o Ibiti estivesse mais longe deles. Com a nossa proximidade eles não poderiam ser desmembrados de Sorocaba”, lembra.

Liberado como loteamento aberto ou bairro, foram iniciadas as vendas com valor muito baixo, em média 3 mil dólares, o equivalente a cerca de R$6 mil hoje. Para impulsionar as vendas, o empreendedor ofereceu uma área no centro do residencial, a quadra *, para a Sociedade do Banco do Brasil e para a Uniso, mas que não prosperaram e os terrenos foram colocados à venda.

Os lagos e belo verde

Grande parte da bela paisagem vista no Ibiti de hoje não é obra da natureza. De todos os cinco lagos, apenas o do Bambuzal é natural. A área verde, em sua maioria, foi plantada por colaboradores da associação, como lembra o Coordenador de Manutenção Evandro da Silva, o Tuta.

Funcionário da Sociedade deste fevereiro de 1996, Tuta lembra que foi contratado como tratorista ainda com 17 anos e plantou muitas das árvores do residencial. Segundo ele, a área verde existente se restringia ao bambuzal e próximo ao Clube. “Teve gente que disse que eu ia acabar com o lugar fazendo tanto lago. Eu acho que ficou muito bom”, conta Stecca. Além dos colaboradores, muitos moradores participaram de plantios coletivos, inclusive crianças que cresceram junto com as árvores.

Do arame às atuais portarias

Configurado como um bairro aberto, após incidentes de furtos o terreno foi fechado com cerca de arame farpado, mas logo se viu que não era o suficiente. Os atuais cinco quilômetros de muro foram levantados e a primeira portaria construída. “Nessa época não tinha cancela, era apenas uma corrente”, recorda-se Tuta.

Proprietário desde 1996, o atual presidente do Ibiti, Marco Antonio Corrêa de Souza lembra que a falta do muro causou uma situação embaraçosa. Uma vaca prenhe caiu do barranco para dentro do Ibiti e o dono pediu o ressarcimento do animal e do bezerro (feto), mas evidentemente não foi bem sucedido.

Este e outros incidentes motivaram a construção do muro, cujo custo foi dividido entre a Sociedade e a Alavanca Construtora. “Trouxe uma sensação de segurança muito maior, foi um divisor de águas”, afirma.

Marco participou de outras gestões antes do atual mandato – 2º Tesoureiro em 1997 e 1º Tesoureiro em 2000 – e acredita que o fechamento do residencial, o clube e as portaria alavancaram as vendas, os valores de lotes e as construções, resultando na configuração social e econômica de hoje.

Infância do parque

Com um clube em construção, área verde, muito espaço e, principalmente, colegas da mesma idade, o Ibiti era o paraíso para centenas de crianças e jovens que cresceram aqui. Aos 2 anos de idade, Gabriel posava para a foto junto com os pais Mônica e Joel no Dia das Crianças de 1999. A família se mudou para o residencial pouco depois, onde vive até hoje.

Hoje com 14 anos, Gabriel conta que tem boas lembranças da infância no residencial, principalmente de pedalar pelas ruas. “Uma vez peguei tamanha velocidade que dei uma grande batida na guia”, ri. No Ibiti, a família passou muitos momentos felizes, incluindo o nascimento do caçula Jean (8) e um aniversário de Gabriel que gera recordações muito especiais. Há cerca de quatro anos, o garoto se apresentou em sua própria festa tocando guitarra e fez uma homenagem para a mãe. “Ele tocou algumas músicas do Legião Urbana, uma das minhas bandas preferidas, e esse dia foi muito especial, me marcou muito”, conta Mônica.

Quem também curtiu muito o Ibiti foram os filhos do diretor presidente. Flávio, conhecido como Xau, quase não parava em casa. O garoto que antigamente morava em apartamento era deslumbrado com a vida no residencial horizontal e pedalava o dia todo. Em casa, Flávio só aparecia para dormir.

Segundo o pai, nos dias de hoje, devido ao aumento do consumo de drogas lícitas e ilícitas, hoje não permitiria que o filho passasse tanto tempo fora de casa. “O comportamento quanto ao respeito com os vizinhos e a velocidade no trânsito mudou bastante durante os anos. Fico feliz que ele tenha aproveitado tanto, porque hoje, provavelmente não gostaria que ele andasse tanto de bicicleta como quando nos mudamos”, afirma.

Mais de 40 com aparência de 20

De 1978 até hoje, muita coisa mudou no Ibiti. Durante essas quatro décadas o clube e novas portarias foram construídos, implantado o sistema de segurança e diversos outros benefícios. Confira algumas imagens do passado do Ibiti.

Aluísio de Almeida

Monsenhor Luiz Castanho de Almeida nasceu em 6 de novembro de 1904 na cidade de Guareí. Com o pseudônimo de Aluísio de Almeida ficou conhecido nacionalmente e internacionalmente por seus artigos e livros sobre Folclore, História e Religião, sendo considerado por Sérgio Buarque de Hollanda o mestre incomparável da história do sul de São Paulo. Foi dele a ideia de nomear o residencial como Ibiti, que significa ‘ventos agradáveis’.

Na casa onde viveu seus últimos anos, na Rua Rui Barbosa, Além Ponte, foi fundado o Instituto Histórico, Geográfico e Genealógico de Sorocaba, com um acervo de textos e documentos históricos sobre a cidade.

Imagens

  • Imagem da fachada